22/05/2011
Episódio de delírio...
Ainda tento entender esse sentido geral para tudo...
Quando digo tudo é sobre essa existência mesquinha e aterrorizante a qual somos obrigados a viver.
Já parou para pensar que biologicamente não tivemos escolha? Enquanto óvulos e espermatozóides agimos por instinto, assim, todos começamos a jornada à vida, uma parte em nós sonha e contempla, sentadinhos em um útero esperando algo acontecer, e a outra parte em nós é uma profusão de sensações, onde a maior delas é a competitividade, não pensando em sentidos maiores e ou transcendentes, apenas na junção biológica dos gametas.
Sendo assim estava posto um primeiro objetivo que era o da conquista...uau!
O objetivo. Esse é o segredo?
Mas e se talvez só exista um coração partido? E nada além, mais nada.
Detesto essa idéia de melancolia e depressão, prefiro pensar em uma vida que veio vazia de forças e cheia de esperanças, que por mais que teime não consegue mudar a desilusão das atitudes humanas, tais como a violência e a miséria... isso é paixão demais ou de menos?
Ontem voltando para casa a pé fui assaltado e frente ao Hospital Evangélico, levaram meu celular, meu dinheiro, meu cigarro e isqueiro. Eu voltava da balada, só queria chegar em casa para descansar, e a caminhada de dez minutos seria até boa para queimar as calorias do álcool. Eram três os assaltantes, jovens, fortes e drogados. Me assertaram um soco no rosto, depois em uma forma de tortura para saber se eu tinha mais dinheiro, me queimaram no rosto com o cigarro. Parou por aí a violência e o assalto, uma moto de vigilante noturno os afugentou. Por incrível que pareça estou feliz, claro que não fiquei feliz em ser assaltado, mas feliz por só terem levado os bens materiais.
Apesar de tudo ainda gosto de dançar, beijar e viver, e por assim dizer, enganar o devastador tempo, só o que espero é que a tempo de aceitar e entender tudo isso.
Melhor ainda, a tempo de mudar tudo isso!
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Um comentário:
Isso é um absurdo. E entendo sua felicidade em ter chegado em casa salvo, eu também ficaria. Mas peraí: é certo ficarmos felizes por chegarmos em casa salvos? É nosso direito chegarmos em casa salvos e com nossos pertences, afinal, são nossos. Será que temos que agradecer por aquilo de ruim que aconteceu, não ter sido ainda mais ruim??? Não quero ser pessimista, mas não vejo luz no final do túnel.
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