28/11/2009

Prefiro a ilusão dos analgésicos à dura realidade das dores, sobretudo os morfínicos como as paixões....perfeitos!

23/11/2009

Não se pode culpar alguém por amar outra pessoa...

As noites de domingo têm um poder devastador sobre minha estabilidade emocional (se é que ela existe?)
Não sei bem explicar, só sei que me acomete uma solidão profunda e uma melancolia dolorosa e dramática, todas as histórias mais tristes passam em filmes na televisão e na minha mente cheia do "formol das lembranças", e fico assim, entre lágrimas e risos, arrepios e sobressaltos.
Mas nesse domingo em especial, percebi o vazio de se estar vivo e não estar amando. Simplesmente não amo nada nesse momento. Não amo ninguém. Não amo o meu trabalho. Não amo meus sonhos. Não amo minha família. Não amo minha casa. Não amo nada. E está consternação por si só já é um martírio, e esse é outro dilema, pois sou um pisciano nato, ou seja, nasci um mártir, e sem uma causa, acabo por perder o caminho e enlouquecer.
Sim os mais estudiosos do assunto dirão que depois dos trinta anos você já é mais seu ascendente que seu signo solar, e nesse caso, gêmeos é bem menos instável e mais egoísta, mas eu desmentirei, pois negarei essa idéia de trinta anos por mais uns cinco se eu conseguir.
Humores à parte, acho que supervalorizo demais o amor, mas não consigo abandonar essa passionalidade que é tão forte em minha personalidade. Passion de persona. Parece nome de perfume.
Passei por alguns amores, muitas paixões e centenas de camas, mas isso não me tornou um doutor em relacionamentos, pelo contrario, acho que cada vez fico mais confuso sobre o assunto, acho que é como em uma degustação de vinhos, se experimentar demais acaba bêbado.
Penso se alguém me amará novamente.
Hoje entre pensamento, arrepios e lágrimas, lembrei-me do dia da morte de minha avó, ela já estava doente e internada a alguns dias, estava na UTI, e precisávamos de um milagre, uma tia que morava em Blumenau estava hospedada em casa, esperava seu primeiro filho em avançado período da gestação, terminávamos o almoço com uma melancia de sobremesa, um silêncio à mesa. Acabou a luz só em nossa casa. Passou um anjo! Alguém disse meio que de brincadeira. Minha mãe se arrepiou e soltou um gemido e depois eu, logo em seguida minha irmã mais velha e a mais nova em uma sequência e por fim a minha tia, e enquanto minha mãe soltava uma expressão que sempre diz quando arrepia, "saí morte que eu tô forte!", minha tia começou a chorar de dor, dizendo que sua barriga tinha ficado dura como pedra. Entre um acode aqui e um toma água com açucar dali, a luz voltou. Hoje sei que era minha avó conhecendo e se despedindo de seu netinho, filho de sua filha mais nova, e que ela não conheceu nessa vida. Alguns minutos depois o telefone tocou, eu atendi, era minha tia avisando que a vó Maria tinha morrido. Já entre lágrimas e desespero chamei minha mãe para atender o telefone, voltei à mesa e não tive coragem de dizer nada, mas estava em meu rosto, minha tia começou a chorar e entre olhares todos já sabiam antes mesmo de ouvirem o choro de minha mãe.
Era ela se despedindo. Afirmou minha mãe sobre o episódio da luz e dos arrepios.
Acho que nunca me recuperei da morte de minha avó materna, ela era especial e cheia de segredos, uma mulher séria e de rosto endurecido pelo sofrimento que passou em sua vida, mas adorava jogar dominó e fazer palavras cruzadas, acho que treinava para ir no roda a roda de Silvio santos, mesmo nunca tendo comprado um carnê do baú.
Gostaria de poder contar tantas coisa para ela, quem sabe oque poderia me dizer aquela senhora tão pequena em estatura e tão forte em caráter? Isso eu nunca saberei.
Sei apenas que pareço um boneco mazoquista nas mãos do destino que eu tenho traçado, um autosabotador de meus sonhos e desejos. E isso nem ela e nem ninguém gostaria de saber.
Mas essa história terminou hoje.
Obrigado Vó.

01/11/2009

Começou novembro, então, na verdade já chegamos ao natal, pois daqui para o 25 de dezembro é um pulo.....que coisa engraçada, neste ano aconteceram tantas coisa e ao mesmo tempo parece que não fiz nada!
Enfim, que venham as festas e tudo mais, espero ter energias para suportar a correria do final de ano...mas oq eu gostaria mesmo era de estar a beira de um praia bem linda, sentindo o vento marinho salgar meus cabelos e pele, o sol acariciar minha pele (digo acariciar pois estaria besuntado de FPS 50 e à sombra), tudo isso acontecendo no mundo e eu torcendo para que não acabe a vodka ou a água de coco....ah! Sweet home Alabama...

20/08/2009

A ausência total de humor deixa a vida impossível...

Sabe, luto sinceramente todos os dias contra os vicius da carne, esse de coisas que gostamos de comer ou beber, de fazer e refazer e refazer melhor depois, se é que me entendem.........kkkk
Mas admito que sou dado aos vicius..........
Para melhorar eles são nocivos, segundo a maioria dos mortais criticos que me cercam, por exemplo: Marlboro vermelho, Coca cola, Smirnoff com Redbull.............ai que delicia, só de pensar já me dá vontade!kkk
Tenho esse vicio por bocas carnudas também, e ninguém comenta dos perigos que elas causam........
Toda boca carnuda que se prese tem um corpão que a acompanha, sendo assim, muitos pretendentes, já sacou, né?
Toda boca carnuda tem fortes desejos de dominar os labios finos e bem desenhados, e eles por sua vez, permitem esse escambo mas exigem mais profundidade nos beijos e mais durabilidade também!
Toda boca carnuda doí mais de olhar quando dizem adeus...
Toda boca carnuda quer dominar o mundo!

Lábios finos e bem desenhados, univos contra a dominação da soberania dos boca carnuda e lutemos por um lugar nos corações dos sem preconceito!

11/08/2009

...Então, tenho esse medo enorme de dizer eu te amo...

..imagine eu chegando em um dia de sol e correndo para os teus braços? É isso que meus olhos vislumbram agora....

09/08/2009

"Non, je ne regrette rien"

Certa vez ao me perguntarem sobre o caminho que me levou ao teatro, eu disse:
"Ser artista ou ser ator? Isso não existe! Ou se é arte ou nada se é...!"

08/08/2009

...Tartarugas com desenhos de passarinhos na barriga de seus cascos feito em giz azul....

Pensei em músicas, poesias, histórias, lágrimas, tesões, alegrias, risadas...muitas risadas, perdão, satisfação, admiração, esforço, sofreguidão e realização!
Eram tantos seu predicados...nem sabia por onde começar!
Me veio uma canção, de leve...lará, lará, lará....My funny valentine, you make smile in my heart...but dont!
Pensei no mar...sim, o mar trará a síntese do que quero dizer...mas estamos tão longe dele!
Então pensei em alcachofras, claro! Mas aqui elas são tão caras!
E não marcam as horas direito!
Pensei em contos de vampiros...mas ofenderia a pensilvania e a transivalnia!
Um gato preto, era isso, um gatinho ou gatinha preto...bem sapeca, com uma bolinha branca no peito...mas ela já não estava mais disponível, fazia parte agora de uma série americana de bruxas e feitiços!
Vou comprar um mac lanche feliz então! Mas o Shurek acabou!
Parei!
Pensei em olhos azuis e me deu um frio na espinha, loiras madeixas então....argh! que asco! hehehehhehe
Ai! Como é dificíl!
Só consegui pensar na tartaruga que pintaram um passarinho na barriga do casco dela!

03/08/2009

Posso falar do sonho latino americano depois?

Ainda tento entender esse sentido geral para tudo...
Quando digo tudo é sobre essa existência mesquinha e aterrorizante a qual somos obrigados a viver.
Já parou para pensar que biologicamente não tivemos escolha? Enquanto óvulos e espermatozóides agimos por instinto, assim, todos começamos a jornada à vida, uma parte em nós sonha e contempla, sentadinhos em um útero esperando algo acontecer, e a outra parte em nós é uma profusão de sensações, onde a maior delas é a competitividade, não pensando em sentidos maiores e ou transcendentes, apenas na junção biológica dos gametas.
Sendo assim estava posto um primeiro objetivo que era o da conquista...uau!
O objetivo. Esse é o segredo?
Mas e se talvez só exista um coração partido? E nada além, mais nada.
Detesto essa idéia de melancolia e depressão, prefiro pensar em uma vida que veio vazia de forças e cheia de esperanças, que por mais que teime não consegue mudar a desilusão das atitudes humanas, tais como a violência e a miséria... isso é paixão demais ou de menos?
Apesar de tudo ainda gosto de dançar e por assim dizer, enganar o devastador tempo, só o que espero é que a tempo de aceitar e entender tudo isso.

27/07/2009

...continuação continuada...

Hoje sei que tive a sorte de viver uma das melhores fases da evolução humana, o limiar da era tecnológica e da era digital. Acreditem se quiserem, mas hoje do mundo todo, o Brasil é o melhor lugar do mundo para se morar. E não estou falando das belezas naturais e nem da sorte que temos de nossas catástrofes naturais limitarem-se a enchentes mal administradas pelos políticos, não é isso, eu falo do lugar onde o verdadeiro “american dream” pode acontecer.
Certa vez após ter assistindo a um documentário sobre a bi sexualidade em um canal pago, em uma madrugada de sexta feira, pensando no que havia de errado comigo, pois era véspera de carnaval, as escolas de samba de São Paulo preparando-se para entrarem na avenida, a narradora anunciando: - Rosas de Ouro entrando na avenida, encantado e colorido, todo mundo cantando! E eu, lendo o titulo do Messenger de ex caso, onde dizia: Te juro ser fiel ao nosso encontro - Felizzzzzz.
Jesus me acuda! Justo essa pessoa que me disse que não queria nada sério, que eu não pressionasse, pois ela era assim! Me poupe! Enfim, ouvindo os murmúrios que vinham do quarto ao lado, onde estavam “o casal mais feliz do mundo”,( mas esse é um capitulo a parte, depois falaremos sobre isso), então, eu ainda estava digerindo o papo que algumas horas antes tive com um amigo sobre passar uns dias em uma fazenda pausada, imaginando eu naquela mesmice da roça, vendo pato nadar, galinha ciscar, passarinho voar, peixe pular, pernilongo picar e eu reclamar (risos), e tudo isso acontecendo ao mesmo tempo e eu tive certeza de que, o que havia de errado comigo, era uma inadaptação ao meu tempo, ou seja, as coisas estavam rápidas demais para mim, por mais que me esforça-se para acompanhar, sentia fortemente a pressão que toda a informação e tecnologia tinham causado na raça humana e em minha pessoa, eu particularmente estava exausto, completamente destruído. E ainda tentando entender onde eu me encaixava na fazenda, na bi sexualidade, na felicidade alheia e na rejeição? Não encaixava!
É! Realmente eu não era Cinderela, aquele sapatinho de cristal liquido não era para meus olhos, ou melhor, para meus pés!
O leitor que até aqui ainda não entendeu nada, não sabe se isso tudo será um épico da contemporaneidade ou a biografia de um maluco, ou pior ainda, nem um nem outro, só uma epopéia de um prolixo lunático a beira de um colapso nervoso. Mas calma, vou chegar ao sonho americano, ou melhor, o sonho sul americano.
Mas antes, deixe-me divagar um pouco sobre a razão de tudo isso. Segundo o dicionário virtual Wikipédia, a depressão tem as seguintes significâncias:
Uma depressão é um ponto ou região mais baixa que os pontos à sua volta.
Por esta razão, o termo é usado em vários contextos:
Depressão nervosa é, do ponto de vista da medicina, considerada um estado mórbido, em que a mente ou o humor se encontra abaixo do nível ótimo do indivíduo.
depressão é, do ponto de vista da geografia física, uma região da superfície da Terra que se encontra mais profunda que a região à sua volta (pode dar origem a um lago);
Depressão tropical é, para os climatologistas, uma zona da atmosfera onde a pressão barométrica é mais baixa que à sua volta (pode dar origem a um ciclone ou outros fenômenos).
A Grande Depressão, para os historiadores, o período de grande recessão econômica mundial na década de 1930.
Depressão Econômica é um período em que ocorre um grande declínio na taxa de crescimento econômico de uma determinada região ou país.
Por algum motivo que não sei explicar, e por outros que me são discerníveis, quando completei quinze anos, o debute da adolescência para a fase adulta, todos sem exceção esqueceram do meu aniversário, até minha mãe ...imaginem-se completando anos, quinze mais exatamente, e ninguém liga, ninguém te cumprimenta, ninguém nada? Acho que a culpa foi do Collor, ele tomou o dinheiro de todo mundo e daí pra frente a vida foi um caos, então, é por isso que agradeço o Orkut, de verdade!
Nossas cabeças andam tão cheias de coisas que seria humanamente impossível lembrarmos destes detalhes...e a melhor parte é poder rir de tudo isso hoje em dia!
Eu ainda consigo rir? Sim, eu sempre me rio.
Durante minha vida, sempre gostei de criar teorias, e isso sempre foi motivo de chacota dos amigos, e eu explico o porque. Minhas teorias baseiam-se em uma leitura do caos quotidiano, fundamentada em uma necessidade insuportável de manter-me ao centro das atenções, e por meio da comédia, pois assim aumentada a empatia de minha platéia, conseguiria eu fixar-me por mais tempo nesse “Olimpo” pessoal. Por exemplo, minha teoria sobre a louça suja nas pias: Acho que horas árduas de trabalho nos permitem comermos alimentos que sejam, ao final das contas, recompensadores de nossas frustrações. E assim sendo, ao se sujar uma enormidade de louças para preparar uma lazagna, e depois o prazer de come-la, e repeti-la, e toda aquela "lesera" do pós comido, é humanamente inimaginável querer lavar a maldita louça que lota as duas cubas da pia. Tudo isso seria normal se não viesse acondicionado a uma dupla culpa, que é a de ter comido muito e estar se sentindo uma “porpeta rolante enorme” e a de que precisamos viver em lugares limpos para evitarmos doenças e visitas inesperadas de ratos e baratas.
Resumindo, a pia cheia de louça suja esta para humanidade assim como o cigarro para o fumante.

Oh Louie, Louie! Ainda com suas lamentações?

"Aos meus quase trinta e dois anos, eu, ao contrario de meus contemporâneos, não sei para onde estou indo, mas sei profundamente de onde estou vindo!
Sou o fruto da mais linda união neo sulista brasileira, ou seja, um paranaense da divisa de São Paulo com Paraná, meu pai Antonio, filho de uma paulista descendente de portugueses e italianos, avó “Licinha”e de um paulista filho de descendestes de italianos com austríacos, avô José, e, de uma pernambucana, minha mãe Salete, filha de uma descendente de índios com holandeses, a avó Luzia, e de um descendente de portugueses com negros, o avô Manoel. Dessa linda mistura maravilhosa que chamamos de brasileiros, surge eu, um Londrinense impar em minha concepção.
Não quero falar da rainha de ébano que foi roubada e estuprada pelo português que a comprou, nem da jovem holandesa que não resistiu aos carinhos do gentil, tão pouco falar do amor que surgiu em um navio vindo da Europa , entre um italiano e uma austríaca e muito menos contar dos dissabores das colônias italianas onde as festas regadas a vinho e a danças davam pano de fundo perfeito para a paixão entre a jovem portuguesinha e o italianinho tímido, não, eu não quero contar nada sobre isso.
Sei que para minha mãe chegar do nordeste para o sul não foi fácil, dessas historias que já ouvimos tantas vezes, da longa jornada de pau de arara ate são Paulo, da primeira vez que uma nordestinazinha avista tanta água que a faz acreditar que aquilo é o mar, e maravilhada, quase autista, ouve ao longe em um momento de lucidez alguém murmurar que aquilo tudo ali é o rio são Francisco, ou, mais intimamente falando, o velho Chico. Que para encarem essa jornada, a pobre mãe abandonada a sorte do sol e do sal do interiorzão de Pernambuco, minha vó Luzia, teve de vender todo o pouco que tinham, matar as três magras galinhas que estavam no quintal, cozinhá-las e para acondiciona-lãs, a fim de durarem a cruzada dos migrantes do êxodo nordestino da década de sessenta, mete-lãs na melhor porção possível da boa farinha de mandioca nordestina, e esse seria o cardápio dos dez próximos dias de viagem de Salgueiro a Londrina. Tudo isso para ir de encontro de meu avô, que já estava a algum tempo no eldorado do café, trabalhando como saqueiro e arrumando amantes aqui e ali, noticia esta que chegara mais rápido que a viagem de pau de arara ao Pernambuco. Enfim, não vou me delongar nessa introdução que mais fala da saga de tantos nordestinos em busca da promessa de oportunidades no sul do pais, não eu não vou. Nem tão pouco vou me atentar a dura vida de meu pai nas roças de café do interior do Paraná, com toda a sorte de infortúnios que a supersticiosa família dele se formou, também disso não vou falar.
Quero contar de mim, de meu tempo, de minha era."

25/07/2009

Coragem para recomeçar...

A grande maioria das vezes me pego pensando na máxima popular "a grama do vizinho é mais verde", e percebo que na verdade não é o "gramado" do vizinho que me preocupa, e sim o quanto abandonei meu proprio jardim.Então, antes de qualquer surto acontecer comigo novamente (em outras postagens comentarei sobre esse episódio), resolvo assim, por meio digital declarar o meu "Liberdade ainda que tardia".Obrigado aos que estão por aqui lendo e me amam, e com licença aos que não! rsrsrs